quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Após a meia-noite.

Na mais patética estadia noturna, enfim livre para pensar! Um pássaro trancado ainda sim não deixa de ser um pássaro. Nas pedras perdidas desta cidade, chutando cascalho, chutando o chão. Bolsos furados. Haviam meninas olhando para o céu e outras para o chão, sou um animal que busca a dor fustigada das almas! Não gritei a noite toda. Há um buraco no meu bolso. Fui ao inferno e voltei e lá não é tão quente quanto imaginam, lá não é tão ruim como imaginam, lá simplesmente não existe. Os muros estão sujos, mensagens eróticas neles! Uma destruição seria ótima, gostaria de ver o mar denovo, pena que os prédios tapam sua visão. Não seremos ricos. Não seremos famosos. Não apareceremos na televisão. O que ilustará a morte é uma curta nota no jornal. Quem estará vivo para comentar? Quem lerá o blog do finado? Quem excluirá seu Orkut? Ele está morto. Morreu, nada viveu. Ainda ando pela cidade, busco diversão gratuita. Ao longe a vista é aterradora mas aos poucos todos se acostumam. Após a meia noite, nada é proibído.

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